Toques de comunicação

A evolução das Assessorias de Imprensa

3Originalmente, as fontes de informação não eram treinadas para desempenhar esse papel, eram funcionários públicos, políticos, diretores de empresas e viajantes (até meados deste século, repórteres eram colocados nos portos, aeroportos e estações ferroviárias para entrevistar os passageiros que vinham da Europa, da América do Norte, de países vizinhos ou, mesmo, de outras regiões brasileiras) e pessoas em geral envolvidas em algum evento de interesse público.

Após a Segunda Guerra Mundial, com a difusão das assessorias de imprensa, os contatos com instituições, empresas e, mesmo, pessoas notáveis passaram a ser feitos por via profissional – ou, pelo menos, com a intermediação de um profissional.

A experiência brasileira mostrou que antes da existência de assessorias, repartições e empresas de serviços públicos costumavam selecionar os repórteres a quem forneciam informações. O resultado era uma situação em que salas de imprensa e repórteres amigos funcionavam como filtros políticos de informação, sem deixar margem a que profissionais “não acreditados” penetrassem em suas áreas de atuação.

O surgimento das assessorias contribuiu para a profissionalização do setor de informação pública, com delimitação clara de posições, tanto do lado de quem fornece a informação quanto de quem a coleta. Ficou mais nítida a posição do repórter como agente do público, sujeito, embora, ao contexto das relações econômicas e de poder de que nada escapa na sociedade – certamente não as empresas jornalísticas.

A guerra da informação

Hoje, os jornalistas de redação são bombardeados por diversos tipos de informações, vindas dos mais variados setores. A guerra da informação é uma guerra de assessorias, que tem que verificar o que seus clientes desejam divulgar e o que é interessante para a imprensa e para o público em geral.

Se expor ou não se expor? Eis, a questão

O nível de exposição que um cliente deverá ter na mídia deve ser definido em um planejamento estratégico, elaborado pela Assessoria de Imprensa, Diretoria e, em alguns casos, pelo Departamento Jurídico da empresa. O perfil de empresa, sua cultura e cada situação é que irão definir o nível de exposição.

Low profile – quer dizer manter-se menos visível, às vezes até escondido. Quando a empresa prefere não aparecer, não opinar, etc.

High profile – significa “aparecer muito”, divulgar-se, atingir alta exposição, alta popularidade. Normalmente, esse tipo de exposição é utilizado por artistas em ascensão, empresas que estão despontando no mercado ou acabam de lançar um novo produto ou serviço.

Right profile – perfil certo de visibilidade, de acordo com cada situação. O certo é “aparecer” na mídia na medida certa, de acordo com os objetivos da empresa, mas dentro dos limites e interesses coletivos.

A Comunicação possibilita:

  • desenvolver e manter um clima de boa vontade entre os públicos (interno e externo) e a empresa;
  • promover melhor a aceitação pública para os produtos e serviços da empresa;
  •  conquistar credibilidade , prestígio, apoio e confiança dos públicos de interesse da empresa;
  •  criar e fortalecer a imagem da marca, a empresa, seus produtos e serviços. 

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Assessoria de Imprensa (Matéria)

Publicidade (Anúncio)

Í Assessoria de Imprensa

Í Agência de Publicidade

Í Não é pago

Í É pago

Í Com a palavra a imprensa

Í Com a palavra a empresa

Í Espaço, destaque, momento e mensagem, fora do controle da empresa

Í Espaço, destaque, momento e mensagem, absolutamente sob controle

Í A empresa fornece apenas o “input”/não controla o resultado

Í A empresa controla o processo até a publicação

Í Credibilidade

Í Divulgação

 

O que é texto jornalístico?

 

Um bom texto jornalístico deve ter clareza de raciocínio e domínio do idioma, ser claro e direto. Deve desenvolver-se por meio de encadeamentos lógicos. Deve ser exato e conciso. Deve estar redigido em nível intermediário, ou seja, utilizar-se das formas mais simples admitidas pela norma culta da língua. Convém que os parágrafos e frases sejam curtos e que cada frase contenha uma só idéia. Verbos e substantivos fortalecem o texto jornalístico, mas adjetivos e advérbios, sobretudo se usados com frequência, tendem a piorá-lo.

O tom dos textos noticiosos deve ser sóbrio e descritivo. Mesmo em situações dramáticas ou cômicas, é essa a melhor maneira de transmitir o fato da emoção. Deve evitar fórmulas desgastadas pelo uso e cultivar a riqueza dos vocábulos acessíveis à média dos leitores.

O autor pode e deve interpretar os fatos, estabelecer analogias e apontar contradições, desde que sustente sua interpretação no próprio texto. Deve abster-se de opinar, exceto em artigo ou crítica.

 

Mini-Glossário de comunicação

Pauta – Nos meios de comunicação e divulgação, roteiro dos fatos que devem ser dados pela reportagem, e que apresentam um resumo do assunto.

Proposta/sugestão de pauta – informe sucinto enviado aos veículos de comunicação propondo a inclusão em suas pautas de matéria de interesse da assessoria.

Release – matéria pronta enviada aos veículos de comunicação com o intuito de publicação.

Mailing-List de jornalistas – listagem atualizada com nome, editoria, telefone, fax, e-mail e site de jornalistas.

Press Kit – (pasta de imprensa) textos e fotos para municiar os jornalistas das redações com informações.

Entrevista Exclusiva – quando se dá preferência a um veículo no intuito de direcionar a divulgação.

Entrevista Coletiva – convocação de diversos jornalistas de vários veículos para a divulgação de informações muito importantes. Só deve ser realizado em casos muito relevantes.

Clipping – compilação de matérias (impressas ou eletrônicas) nos diversos veículos de comunicação.

Folder – material de divulgação de eventos, serviços ou produtos. Sua característica principal é ser dobrada.

Media Training básico – Treinamento para os principais executivos com o objetivo de apresentar as regras básicas no relacionamento com jornalistas e dicas de como se portar para tirar proveito de uma entrevista;

Fact Sheet – principais dados da empresa e de seus produtos.

Key Messages – principais mensagens a ser trabalhadas em todos os textos.

Direito Autoral – é o direito que o autor, a pessoa física criadora de obra intelectual, tem de gozar dos benefícios morais e econômicos resultantes da reprodução de suas criações.

Planejamento Estratégico de Comunicação – poderosa ferramenta para a construção e a consolidação da imagem da empresa. Compreende desde a avaliação do mercado e da concorrência, diagnóstico e posicionamento da marca até a definição de ações apropriadas que combinem diferentes meios de comunicação interna e externa.

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